segunda-feira, 22 de Junho de 2009

REPROVAR/NÃO REPROVAR

Chegados a esta altura do ano, muitos professores se confrontam com este dilema: reprovo ou não reprovo este aluno?
Neste assunto, acompanho a filosofia do ME. Passar sempre e só optar pela reprovação em casos muito especiais, por exemplo, se devido à imaturidade uma criança ainda não aprendeu a ler.
Os alunos que têm dificuldades não as têm porque querem. Não me parece que haja alguém a acreditar que todos sejamos capazes de ser bem sucedidos na escola. Nem todos temos as mesmas capacidades para desenvolver as mesma s actividades. Então, porque castigar um aluno que tem dificuldades na escola, reprovando-o? Há professores que argumentam contra esta minha opinião dizendo que é desmotivador para aqueles que trabalharam. Será que é? Não creio, eles distinguem bem as passagens resultantes de um trabalho efectivo daquelas são feitas porque não há volta a dar.
Quem tem medo de aprovar alunos com dificuldades não me parece que corra o risco de vir os vir a encontrar, no futuro, por exemplo, a tratarem-nos num hospital. Também não me parece que se corra o risco de passar em alguma ponte desenhada por esses alunos. Fala-se muitas vezes em facilitismo, não concordo. Durante as aulas,o professor deve exigir o máximo de todos os alunos. Há os que acompanham o ritmo, sorte deles. No futuro, certamente, irão para a universidade e farão com as suas vidas o que quiserem. Depois há os outros, os que não irão para a universidade e que trabalharão para os que se preparam no ensino superior ou , então, evoluirão em outras áreas.
A reprovação dificilmente acrescentará alguma coisa à vida de quem não é bem sucedido na escola, não passa de um castigo. As reprovações sucessivas só trazem revolta, desinteresse. Se não tivesse interesse na escola e me obrigassem a andar lá anos sem conta, acho que o partiria o mundo.
Sei que estudar não é uma profissão, mas para os jovens é a sua vida. Se para os adultos é difícil não se sentirem realizados com o que fazem diariamente, como se sentirá um jovem a viver o mesmo problema, especialmente, numa altura da vida em que o tempo demora tanto a passar?

1 comentários:

bell disse...

É uma questão polémica! Geralmente não dou positiva a alunos que não se esforçaram nada ao longo do ano, um aluno com dificuldades, mas trabalhador e empenhado merece passar.

Um colega de escola, daqueles que não dava uma para a caixa, foi passando ao abrigo dessa teoria, e hoje é psicólogo. Coitados daqueles que metem as suas mentes nas mãos dele. Claro que estou a ser preconceituosa, ele pode ter evoluído/crescido/adquirido competências bastante desde os tempos de escola.