Depois de conviver com os meus alunos 6 horas, todos fechados numa sala de aula abafada porque estava frio, saí da escola e corri para uma reunião na sede do agrupamento.
Estas reuniões de Conselho de Docentes são surreais. Supostamente, as reuniões servem para expor os problemas e resolvê-los. De preferência! Nas reuniões de professores só se escutam problemas, pois as resoluções apresentadas não estão previstas na lei.
Que fiz eu em mais uma reunião?
quarta-feira, 21 de Outubro de 2009
terça-feira, 20 de Outubro de 2009
ESTOU DE VOLTA
Vi-me atrapalha para regressar ao meu blogue, esqueci até a palavra passe. Já lá vão três meses …hoje fez-se luz na minha mente. Estou de volta como o outro.
Não, ainda não me calhou o Euromilhões para deixar de trabalhar. Eu tento!
Desta vez o meu blogue vai ter outras características. Será só para fazer a catarse das minhas raivas e frustrações, enquanto professor desta escola de sonho em que sobrevivo.
Depois disto parece que tem tudo corrido bem, dado que tenho andado calada. Não podia ser mais errada tal conjectura. O meu desapontamento não pára de crescer.
Ando eu, professora de meninos do 1º ano e do 2º, a preparar-me para ser avaliada. Um deste dias, planeei as minhas actividades diárias como é de bom tom. Entretanto, pus-me a redigir um Projecto Curricular de Turma, (uma coisa sem a qual, actualmente, não se é bom professor). Ao outro dia, quando cheguei à escola, consternada verifiquei que me tinha esquecido de fazer os trabalho que planeara para os meus alunos.
Grande Projecto Curricular de Turma que faz submergir uma turma. Por aqui, chamam-lhe o PCT.
Não, ainda não me calhou o Euromilhões para deixar de trabalhar. Eu tento!
Desta vez o meu blogue vai ter outras características. Será só para fazer a catarse das minhas raivas e frustrações, enquanto professor desta escola de sonho em que sobrevivo.
Depois disto parece que tem tudo corrido bem, dado que tenho andado calada. Não podia ser mais errada tal conjectura. O meu desapontamento não pára de crescer.
Ando eu, professora de meninos do 1º ano e do 2º, a preparar-me para ser avaliada. Um deste dias, planeei as minhas actividades diárias como é de bom tom. Entretanto, pus-me a redigir um Projecto Curricular de Turma, (uma coisa sem a qual, actualmente, não se é bom professor). Ao outro dia, quando cheguei à escola, consternada verifiquei que me tinha esquecido de fazer os trabalho que planeara para os meus alunos.
Grande Projecto Curricular de Turma que faz submergir uma turma. Por aqui, chamam-lhe o PCT.
segunda-feira, 22 de Junho de 2009
REPROVAR/NÃO REPROVAR
Chegados a esta altura do ano, muitos professores se confrontam com este dilema: reprovo ou não reprovo este aluno?
Neste assunto, acompanho a filosofia do ME. Passar sempre e só optar pela reprovação em casos muito especiais, por exemplo, se devido à imaturidade uma criança ainda não aprendeu a ler.
Os alunos que têm dificuldades não as têm porque querem. Não me parece que haja alguém a acreditar que todos sejamos capazes de ser bem sucedidos na escola. Nem todos temos as mesmas capacidades para desenvolver as mesma s actividades. Então, porque castigar um aluno que tem dificuldades na escola, reprovando-o? Há professores que argumentam contra esta minha opinião dizendo que é desmotivador para aqueles que trabalharam. Será que é? Não creio, eles distinguem bem as passagens resultantes de um trabalho efectivo daquelas são feitas porque não há volta a dar.
Quem tem medo de aprovar alunos com dificuldades não me parece que corra o risco de vir os vir a encontrar, no futuro, por exemplo, a tratarem-nos num hospital. Também não me parece que se corra o risco de passar em alguma ponte desenhada por esses alunos. Fala-se muitas vezes em facilitismo, não concordo. Durante as aulas,o professor deve exigir o máximo de todos os alunos. Há os que acompanham o ritmo, sorte deles. No futuro, certamente, irão para a universidade e farão com as suas vidas o que quiserem. Depois há os outros, os que não irão para a universidade e que trabalharão para os que se preparam no ensino superior ou , então, evoluirão em outras áreas.
A reprovação dificilmente acrescentará alguma coisa à vida de quem não é bem sucedido na escola, não passa de um castigo. As reprovações sucessivas só trazem revolta, desinteresse. Se não tivesse interesse na escola e me obrigassem a andar lá anos sem conta, acho que o partiria o mundo.
Sei que estudar não é uma profissão, mas para os jovens é a sua vida. Se para os adultos é difícil não se sentirem realizados com o que fazem diariamente, como se sentirá um jovem a viver o mesmo problema, especialmente, numa altura da vida em que o tempo demora tanto a passar?
Neste assunto, acompanho a filosofia do ME. Passar sempre e só optar pela reprovação em casos muito especiais, por exemplo, se devido à imaturidade uma criança ainda não aprendeu a ler.
Os alunos que têm dificuldades não as têm porque querem. Não me parece que haja alguém a acreditar que todos sejamos capazes de ser bem sucedidos na escola. Nem todos temos as mesmas capacidades para desenvolver as mesma s actividades. Então, porque castigar um aluno que tem dificuldades na escola, reprovando-o? Há professores que argumentam contra esta minha opinião dizendo que é desmotivador para aqueles que trabalharam. Será que é? Não creio, eles distinguem bem as passagens resultantes de um trabalho efectivo daquelas são feitas porque não há volta a dar.
Quem tem medo de aprovar alunos com dificuldades não me parece que corra o risco de vir os vir a encontrar, no futuro, por exemplo, a tratarem-nos num hospital. Também não me parece que se corra o risco de passar em alguma ponte desenhada por esses alunos. Fala-se muitas vezes em facilitismo, não concordo. Durante as aulas,o professor deve exigir o máximo de todos os alunos. Há os que acompanham o ritmo, sorte deles. No futuro, certamente, irão para a universidade e farão com as suas vidas o que quiserem. Depois há os outros, os que não irão para a universidade e que trabalharão para os que se preparam no ensino superior ou , então, evoluirão em outras áreas.
A reprovação dificilmente acrescentará alguma coisa à vida de quem não é bem sucedido na escola, não passa de um castigo. As reprovações sucessivas só trazem revolta, desinteresse. Se não tivesse interesse na escola e me obrigassem a andar lá anos sem conta, acho que o partiria o mundo.
Sei que estudar não é uma profissão, mas para os jovens é a sua vida. Se para os adultos é difícil não se sentirem realizados com o que fazem diariamente, como se sentirá um jovem a viver o mesmo problema, especialmente, numa altura da vida em que o tempo demora tanto a passar?
sexta-feira, 19 de Junho de 2009
quinta-feira, 18 de Junho de 2009
FOLHA CENTO E SESSENTA E SETE
A minha alma está parva e a minha boca sem palavras: os meus 6 alunos, que durante todo o ano me foram deixando desanimada com a sua evolução, conseguiram o impossível: 4 obtiveram A nas suas provas de aferição, 1 conseguiu um B e outro um C. Isto na disciplina de MAT. As notas de LP, mais modestas, espelharam melhor o que sabem: dois B e o resto C, mas mesmo assim deixam muito a desejar.
A nossa ministra não tardará aparece na TV a rebentar de orgulho, abençoando a sua pessoa por ter dado novo rumo ao ensino que agonizava antes da sua divina chegada e que, finalmente, renasce das cinzas, graças ao apoio ao estudo que ela implementou, graças ao aumento da carga horária dos professores e respectiva avaliação e graças às acções de formação miraculosas que pelo país se vão fazendo.
A vida de professor é uma animação: há dias de sofrimento, em que amaldiçoamos as escolhas da juventude, outros dias parece vivermos num filme surrealista, outros invade-nos o desalento e a vontade é baixar os braços e deixar correr o tempo, mas depois surgem outros dias que são uma piada. O meu dia hoje foi uma piada.
Faz de conta….
A nossa ministra não tardará aparece na TV a rebentar de orgulho, abençoando a sua pessoa por ter dado novo rumo ao ensino que agonizava antes da sua divina chegada e que, finalmente, renasce das cinzas, graças ao apoio ao estudo que ela implementou, graças ao aumento da carga horária dos professores e respectiva avaliação e graças às acções de formação miraculosas que pelo país se vão fazendo.
A vida de professor é uma animação: há dias de sofrimento, em que amaldiçoamos as escolhas da juventude, outros dias parece vivermos num filme surrealista, outros invade-nos o desalento e a vontade é baixar os braços e deixar correr o tempo, mas depois surgem outros dias que são uma piada. O meu dia hoje foi uma piada.
Faz de conta….
quarta-feira, 17 de Junho de 2009
FOLHA CENTO E SESSENTA E SEIS
Tinha acabado de chegar do ginásio, estava suada e cansada, com vontade de tomar banho, mas uma voz doce, vinda da TV, chamou a minha atenção. Como é que podia ser? O senhor Sócrates, bem tranquilo, conversava com uma entrevistadora e até admitia possíveis erros cometidos pelo seu governo! Não queria acreditar e fiquei a ouvir. Foi por pouco tempo. Não demorou muito desandei.
Num instante, quando falava sobre educação, ouvi tamanhas tolices que fui obrigada a retirar-me. Então o homem tem a lata de afirmar que o insucesso diminui, quando a cada ano que passa os professores vêem os seus alunos apresentar mais dificuldades em aprender e mais comportamentos desadequados? E na mesma linha de auto-elogio, ele prossegue e refere a descida do número de reprovações no 2º ano, quando sabemos dos obstáculos a ultrapassar para reter um aluno, neste ou em outro ano qualquer. As coisas chegaram a um ponto em que o melhor que o professor faz é deixar que os meninos passem no 2º e mais tarde retê-los, se tiver paciência para tal, no 3º ou no 4º ano. Mas há mais: muito se espanta, quem desconhece os meandros em que vive o ensino, com a quantidade de reprovações que se verificam no 2º ano. Pois se estamos impedidos de os reter no 1º ano é bom de ver que é no 2º ano que reprovam. Aí encalham os que já deviam ter ficado no 1º mais os que há a reter no 2ºano.
terça-feira, 16 de Junho de 2009
FOLHA CENTO E SESSENTA E CINCO
1ºANO. O manual de LP dos pequeninos está mesmo a terminar. Já passámos à leitura das histórias que aparecem no final do livro, calhou a vez ao Pinóquio. Depois de interpretar a história, houve desenho sobre a mesma. Durante este trabalho surgiu a ideia de colocarem balões de fala nas personagens, o que os deixou bem satisfeitos. Depois disto, um pequeno trabalho de MAT e, mais tarde, tempo de jogos na biblioteca para alguns e tempo de terminar de trabalhos para os mais atrasados.
Hoje estive imenso tempo com a Lolita e a Bela Adormecida, numa aula de MAT. Já trabalham como algarismo sete. A Lolita mostrou-se bem entusiasmada com a aula, mas a Bela Adormecida estava com tanto sono que mal conseguia abrir os olhos para me ouvir. Bocejava constantemente e os olhos estavam vermelhos.
Hoje estive imenso tempo com a Lolita e a Bela Adormecida, numa aula de MAT. Já trabalham como algarismo sete. A Lolita mostrou-se bem entusiasmada com a aula, mas a Bela Adormecida estava com tanto sono que mal conseguia abrir os olhos para me ouvir. Bocejava constantemente e os olhos estavam vermelhos.
4ºANO. Continuram a preparar-se para a prova de avaliação de amanhã. Votámos a falar sobre poluição e tirámos algumas dúvidas que foram surgindo. Depois concluíram o cartaz anti-poluição, ontem iniciado. Demorou. No final do dia, houve um pequeno espaço que cada um dedicou àquilo que quisesse ou precisasse.
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